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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Deputados: Comissões debatem em Audiência Pública os efeitos dos produtos com Nanotecnologia e criação de Política Nacional



A criação da Política Nacional de Nanotecnologia e a rotulagem dos produtos que a utilizam serão debatidas nesta quinta-feira (25), às 9h30, em audiência pública conjunta das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
A reunião atende a requerimentos dos deputados Sarney Filho (PV-MA), William Woo (PV-SP) e Sandro Alex (PPS-PR). Sarney Filho é o autor de dois projetos de lei relacionados ao tema da audiência: PL 6741/13, que institui a Política Nacional de Nanotecnologia e determina que o poder público controle os riscos e impactos relacionados ao setor; e PL 5133/13, que regulamenta a rotulagem de produtos resultantes da nanotecnologia ou que façam uso de nanocomponentes.
Sarney Filho ressalta que diversos países estão fazendo grandes investimentos nessa área, e projeta-se que o mercado de nanotecnologia movimentará trilhões de dólares nos próximos anos, com nanoprodutos como armamentos bélicos; aditivos e suplementos alimentares; vitaminas; baterias; biocidas para uso médico e farmacêutico; e cartões de memória de câmeras digitais e de celulares. A nanotecnologia trata da manipulação em dimensões menores que 100 nanômetros, ou bilionésimos de metro.
O deputado afirma que a população já está consumindo dezenas de nanoprodutos e defende a regulamentação, por entender que “antes de permitir que a sociedade consuma um produto derivado de nova tecnologia, o Estado deve garantir que este produto não vai causar danos às pessoas e ao meio ambiente”. No entanto, ele destaca que há no setor quem argumente que a regulamentação criaria dificuldades ao avanço das pesquisas e atrapalharia um mercado em franco crescimento, deixando o Brasil em situação de atraso com relação aos demais países.
Foram convidados para o debate:
- a diretora do Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Letícia Carvalho;
- o subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Adalberto Fazzio;
- o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes ;
- o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade;
- a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader;
- o diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Fernando Galembeck;
- a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Graciela Ines Bolzon de Muniz ; e
- o professor da Universidade do Rio dos Sinos/RS (Unisinos) Wilson Engelmann.

A audiência ocorrerá no plenário 2.


Fonte: Agência Câmara Notícias

domingo, 21 de junho de 2015

A Call for Nanotechnology-Inspired Grand Challenges

The Office of Science and Technology Policy issued a Request for Information(RFI) seeking suggestions for Nanotechnology-Inspired Grand Challenges for the Next Decade. AGrand Challenge is an ambitious but achievable goal that requires advances in science and technology to achieve, and that has the potential to capture the public’s imagination.
Under the National Nanotechnology Initiative (NNI), scientists, engineers, and educators are building a future in which the ability to understand and control matter at the nanoscale leads to a revolution in technology and industry. The collective effort of this community to achieve the vision of the NNI has greatly accelerated the discovery, development, and deployment of nanotechnology to address broad national needs.
In a recent review of the NNI, the President’s Council of Advisors on Science and Technology called for government agencies, industry, and the research community to identify and pursue nanotechnology Grand Challenges. Through today’s RFI, we want to hear your game-changing ideas for Grand Challenges that harness nanoscience and nanotechnology to solve important national or global problems. These Grand Challenges should stimulate additional public and private investment, and foster the commercialization of Federally-funded nanotechnology research.
What would a nanotechnology-inspired Grand Challenge look like? Although nanoscale science and technology is a broadly enabling discipline, not every worthwhile Grand Challenge is going to be solved using nanotechnology. But we believe there are compelling, ambitious challenges where the known benefits of nanoscale science and technology are likely to play an important role in solving the problem. Here are some examples developed by the NNI agencies, working with the National Nanotechnology Coordination Office and OSTP (see the RFI for more details):
By 2025, the nanotechnology R&D community is challenged to achieve the following:
  1. Increase the five-year survival rates by 50% for the most difficult to treat cancers.
  2. Create devices no bigger than a grain of rice that can sense, compute, and communicate without wires or maintenance for 10 years, enabling an “internet of things” revolution.
  3. Create computer chips that are 100 times faster yet consume less power.
  4. Manufacture atomically-precise materials with fifty times the strength of aluminum at half the weight and the same cost.
  5. Reduce the cost of turning sea water into drinkable water by a factor of four.
  6. Determine the environmental, health, and safety characteristics of a nanomaterial in a month.
What would you propose? Read more about what makes an effective Grand Challenge and how to propose your own Nanotechnology-Inspired Grand Challenges for the Next Decade and comment on these examples here. Responses must be received by July 16, 2015 to be considered.
Lloyd Whitman is Assistant Director for Nanotechnology at the White House Office of Science and Technology Policy (OSTP).
Tom Kalil is Deputy Director for Technology and Innovation at OSTP.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Nanotecnologia: De regulação e paradigmas: crítica da crítica ao PL 6741/2013

Artigo de Paulo Roberto Martins, sociólogo e coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma)

O ponto de partida deste artigo: a regulação de uma tecnologia não é um processo exclusivamente técnico. 
O desdobramento imediato: um cientista – por mais eminente e especializado que seja nessa tecnologia – não pode ser a única fonte ouvida e levada em conta no processo de regulação. 
Onde quero chegar: na regulação da nanotecnologia, seria muito simplista que um cientista 'detentor do conhecimento especializado’ determinasse o que é certo ou errado na redação de um projeto de lei, porque a definição do que é ‘certo’ ou ‘errado’ transborda os limites das precisões técnicas. 

Ao transbordá-las, mergulha num oceano de valores; e os valores expressos pelo cientista – ou por sua comunidade científica – não necessariamente seguem a mesma corrente de outras comunidades científicas e de outros segmentos da sociedade brasileira – aí incluídos, é claro, os não cientistas.

O Projeto de Lei nº 6741/2013, de autoria do deputado Sarney Filho (PV-MA), “dispõe sobre a Política Nacional de Nanotecnologia, a pesquisa, a produção, o destino de rejeitos e o uso da nanotecnologia no país”. 
PL que foi considerado “uma grande ameaça ao Brasil” pelo Prof. Dr. Fernando Galembeck, em artigo recentemente publicado no Jornal da Ciência. 
Meu objetivo neste artigo não é analisar o conteúdo do referido PL, tampouco defendê-lo. Pretendo apenas e especificamente problematizar uma tese usada pelo Prof. Dr. Galembeck em sua crítica ao PL: aquela segundo a qual, embora o PL seja uma ameaça ao Brasil – e, portanto, ao conjunto dos brasileiros –, esse problema deve ser resolvido pelos especialistas em nanotecnologia – e não pelo conjunto dos brasileiros. Uma tese que entende a regulação da (nano)tecnologia como uma questão meramente técnica e, portanto, não segue a mesma corrente do meu ponto de partida.
A tese do Prof. Dr. Galembeck está bastante disseminada no meio científico. Mas, se estou na contracorrente, também não estou sozinho. Cito a Profa. Dra. Noela Invernizzi, do Setor de Educação da UFPR, coordenadora da Rede Latino-Americana de Nanotecnologia e Sociedade e integrante do Comitê Consultivo na área de Nanotecnologia do MCTI:
“A regulação está longe de ser um processo meramente técnico, em que a melhor ciência é aplicada para estabelecer as regras mais apropriadas. Pelo contrário, trata-se de um processo em que diversos grupos, com diversos interesses e com poder bastante desigual – políticos, científicos, empresários, grupos sociais organizados, grupos sociais afetados, entre outros –, se enfrentam para avançar suas posições e no qual, com bastante frequência, as controvérsias científicas são utilizadas pelos diversos atores para fortalecer seus interesses”.
Até mesmo estabelecer uma definição para nanomaterial tem sido, em todo o mundo, um longo processo de negociação – e de difícil consenso. Uma definição é como uma linha divisória que separa o que é do que não é nanomaterial. Aqueles que querem chamar seus produtos de ‘nano’ e ficarem do lado de dentro da linha vão aprovar a definição; mas os que ficarem de fora, não. Também vão demonstrar insatisfação aqueles que não querem identificar seus produtos como ‘nano’ e forem posicionados do lado de dentro da linha. 
Dependendo do ponto de vista – e do interesse envolvido –, sempre se poderá argumentar que a tal linha divisória poderia passar um pouquinho mais para a direita ou para a esquerda. E, nesse cabo de guerra, “as evidências científicas constituem apenas uma parte dos argumentos”, conforme adverte nossa colega Noela.
Se o processo de definir nanomaterial já é difícil, o de regular a nanotecnologia, então, é ainda mais complexo. Esforços de regulação têm sido realizados, inclusive no Brasil. A primeira proposta nesse sentido foi apresentada em 2005 pelo então deputado Edson Duarte (PV-BA)
Com base em pareceres elaborados por especialistas da área, o projeto foi arquivado sob argumentos como o de que a regulação de uma nova tecnologia poderia impedir a inovação. 
Desde então, rejeita-se qualquer possibilidade de regulação da nanotecnologia que não seja exclusivamente baseada em uma concepção técnico-científica. Não defendo que se abandone essa concepção, mas tão somente que a ela se somem outras tantas concepções. 
Basta lembrar que, vista sob outro ângulo, a regulação e suas exigências podem fomentar a inovação na forma de produtos mais seguros e socialmente adequados.
Novamente, recorro às palavras da professora Noela Invernizzi:
 “Situar a regulação como um processo mais amplo, em que a dimensão de politics (grupos de interesse) atravessa permanentemente a dimensão de policy (elaboração da política pública) implica em pelo menos três consequências. A primeira é que a discussão sobre regulação deve ser abordada desde uma perspectiva interdisciplinar: não pode se limitar ao seu embasamento científico; deve abordar também as dimensões políticas, sociais, éticas, e de poder que a permeiam. A segunda é que há vários atores interessados e, portanto, é relevante para a democracia assegurar seus direitos de participação. A terceira é a dimensão da transparência de informação por parte dos atores intervenientes, única forma de assegurar a confiança pública nas instituições envolvidas e nos resultados obtidos”.
Esforços nesse sentido da regulação como um processo mais amplo, envolvendo uma diversidade de atores sociais, têm sido empreendidos pela Rede Brasileira de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma) desde a sua criação, em 2004. 
Em vários eventos, nacionais e internacionais, organizados pela Rede, o tema da regulação se fez presente e foi discutido de forma plural. Destaco também projetos de pesquisa multidisciplinar e ações de divulgação científica. Um trabalho de produção e popularização de conhecimentos que só é frutífero graças ao permanente diálogo entre professores, pesquisadores, dirigentes sindicais, representantes de ONGs etc.
Se só quem entende de nanotecnologia pode decidir sobre ela, então os conhecimentos sobre nano devem ser democratizados. A exclusividade da comunidade científica precisa ser deslocada pela valorização de diferentes formas de conhecimento. Em vez de aprofundar a assimetria de poder, investir no empoderamento de atores sociais interessados na nanotecnologia e que têm sido historicamente excluídos do processo decisório. 
Contracorrente que pode levar a uma regulação da nanotecnologia diferenciada, porque socialmente legítima.

Sensor nanométrico permite detectar herbicidas, além de marcadores de câncer e doença

Representação de enzima (parte superior da imagem), presa na ponta do microscópio de força atômica, capturando moléculas de herbicida em uma superfície (parte inferior da imagem) (imagem: GNN/UFSCar)





O diagnóstico precoce de certos tipos de câncer ou de enfermidades do sistema nervoso, como esclerose múltipla ou neuromielite óptica, poderá ser facilitado em breve com o emprego de novo dispositivo de detecção: um sensor de dimensão nanométrica capaz de identificar os biomarcadores dessas condições patológicas.

O nanobiossensor, desenvolvido inicialmente para detecção de herbicidas, metais pesados e outros poluentes, foi criado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Sorocaba, em parceria com o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus Itapetininga.

Um artigo a respeito acaba de ser publicado, como matéria de capa, pelo IEEE Sensors Journal, periódico especializado em sensores.

“Trata-se de um dispositivo extremamente sensível, que desenvolvemos em colaboração com o professor Alberto Luís Dario Moreau, do IFSP. Descendo à escala nanométrica, conseguimos aumentar drasticamente a sensibilidade”, disse o físico Fábio de Lima Leite, professor da UFSCar e coordenador do grupo de pesquisa, à Agência FAPESP.

O nanobiossensor consiste em uma haste nanométrica de nitreto de silício (Si3N4) ou de silício (Si), com constante elástica de ordem molecular. Na extremidade da haste, há uma nanoponta à qual é acoplada uma molécula (enzima ou proteína, por exemplo).

Quando essa molécula entra em contato com algum alvo de interesse (anticorpo, antígeno etc.), a haste deflete por causa da adesão entre as duas moléculas. E a deflexão é detectada e medida pelo equipamento, possibilitando identificar o alvo.

“Começamos detectando herbicidas e metais pesados e, agora, já estamos realizando testes para detectar moléculas-alvo características de doenças do sistema nervoso, em parceria com outros pesquisadores de centros de referência em estudos de doenças desmielinizantes, como Doralina Guimarães Brum Souza (Unesp-Botucatu), Paulo Diniz da Gama (PUC-Sorocaba) e Charles Peter Tilbery (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo)”, disse Leite.

Ele iniciou a pesquisa cinco anos atrás, com auxílio da FAPESP por meio do programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, e prosseguiu o estudo na condição de coordenador do Grupo de Pesquisa em Nanoneurobiofísica (GNN) da UFSCar.

A migração da detecção de herbicidas para a detecção de anticorpos se deve principalmente à dificuldade que se tem atualmente em diagnosticar as doenças desmielinizantes ou outras doenças crônicas ainda em estágio inicial, como o câncer.

Os critérios para estabelecer o diagnóstico da esclerose múltipla ou a neuromielite óptica são clínicos (complementados por exames de ressonância magnética nuclear) e os pacientes nem sempre apresentam um quadro clínico característico. Para um diagnóstico mais preciso, é necessário descartar a presença de várias outras doenças.

“O desenvolvimento dos nanodispositivos vai auxiliar na identificação dessas doenças, diminuindo as chances de falso diagnóstico”, disse Leite.

Pesquisa com biomarcadores

O procedimento pode ser simples: basta colher o líquor do paciente, pingar uma gota em uma lâmina de vidro e fazer o material interagir com o nanobiossensor.

“Se a interação for baixa, poderemos descartar com segurança um diagnóstico como o de esclerose múltipla. Se for alta, isso indicará que a pessoa tem grande chance de estar com a doença”, descreveu Leite. Neste último caso, testes alternativos terão que ser feitos para excluir a possibilidade de falso positivo.

É claro que a simplicidade referida diz respeito apenas ao princípio geral. Em termos práticos, a operação se torna bem mais complicada, porque, devido à sensibilidade do sensor, o procedimento deve ser conduzido em ambiente altamente controlado, protegido de trepidações e contaminações.

“Existem doenças diferentes do sistema nervoso que apresentam sintomas muito parecidos. É o caso da esclerose múltipla e da neuromielite óptica. Os especialistas, às vezes, têm muita dificuldade ou levam muito tempo para diagnosticar. Nossa técnica proporcionaria um diagnóstico diferencial”, comentou Leite.

Para esse estudo, ele já tem três orientandos, com bolsas da FAPESP: Pâmela Soto Garcia, Jéssica Cristiane Magalhães Ierich eAdriano Moraes Amarante.

Segundo Leite, o próximo passo de seu grupo é pesquisar biomarcadores (anticorpos, antígenos e outros) dessas doenças, que ainda não estão devidamente mapeados.

“Nosso grupo já iniciou testes de detecção de câncer de cabeça e pescoço, em parceria com André Lopes Carvalho (Hospital de Câncer de Barretos) e Osvaldo Novais de Oliveira Jr. (Instituto de Física de São Carlos)”, informou Leite. “Os experimentos, realizados pela pós-doutoranda Nadja Karolina Leonel Wiziack, empregam os nanobiossensores desenvolvidos por nós e um dispositivo eletrônico desenvolvido no grupo do professor Osvaldo.

O artigo A Nanobiosensor Based on 4-Hydroxyphenylpyruvate Dioxygenase Enzyme for Mesotrione Detection, de Fábio de Lima Leite e outros, pode ser lido em http://ieeexplore.ieee.org/stamp/stamp.jsp?tp=&arnumber=6960059.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

NIOSH and P3NANO sign MOU to advance knowledge of cellulose-based nanotechnology



The National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH) has signed a memorandum of understanding (MOU) with the Partnership to Advance Research and Guidance for Occupational Safety and Health in Nanotechnology (P3NANO). 

The partnership between NIOSH and P3NANO will serve as a platform for occupational safety and health research as well as educational and business initiatives leading to the development of new risk management guidance, recommendations, and findings relating to the potential human health impacts of exposure to nanoscale cellulose materials.“NIOSH is pleased and excited to be able to partner with P3Nano in the early stages of the development of cellulose nanomaterials. 

Safe and responsible development of nanotechnology is a national priority and collaborations such as this create an opportunity to generate knowledge and practices that will facilitate that critical responsibility," said Chuck Geraci, PhD, CIH, NIOSH associate director for nanotechnology.Since 2012, NIOSH has been involved in nanoscale cellulose research and field work. As part of the partnership established by this MOU, P3Nano will collaborate with NIOSH to provide a platform for the discovery and dissemination of fundamental knowledge in the emerging interdisciplinary fields of cellulose-based nanotechnology, including nanomanufacturing. This effort will lead to the joint development of effective occupational safety and health guidance.

The P3nano collaboration will offer greater opportunity for the application of life cycle assessment to explore the long-term societal and environmental implication of large-scale production and use of cellulose-based nanomaterials. P3Nano offers NIOSH an affiliation with its partners and grant recipients, through whom collaborative research efforts will improve basic understanding of occupational health implication of cellulose-based nanomaterials, contribute to guidelines and industrial best practices for working with cellulose-based nanomaterials, and generate new findings and recommendations for stakeholders.

P3NANO is a public-private partnership that aims to advance the knowledge base for nanoscale forms of cellulose to overcome market barriers to commercialization, including a specific focus on environmental health and safety (EHS) as it relates to workplace safety, product and application safety demonstration, and environmental issues.

Fonte: NanoWerk

New standards will help educate present and future Nanotechnology Workforces


Os alunos sendo treinados para usar um microscópio eletrônico de varredura

ASTM International recently published two standards that will educate existing and future workers in nanotechnology. Educators will use the new standards to develop and refine curricula at the undergraduate level. At the same time, industries and businesses may use the standards as a basis for hiring new graduates as well as for upgrading skills of current employees.

The Nanotechnology Applications and Career Knowledge (NACK) Network initiated the development of the new standards (E2996, Guide for Workforce Education in Nanotechnology Health and Safety; and E3001, Practice for Workforce Education in Nanotechnology Characterization). 

NACK’s mission is to help create and sustain economically viable nanotechnology education at community and four-year colleges and at universities. NACK is helping to develop a series of nanotechnology education standards through ASTM Committee E56 on Nanotechnology. Two key NACK Network stakeholders are Pennsylvania State University, which is the home of the NACK Network, and the NSF ATE (Advanced Technology Education) Program, which is the government organization that funds the NACK Network.

“The goal is to define a set of foundational standards for nanotechnology workforce education at the undergraduate level. This will promote uniformity in the qualifications of graduates to meet both industry and academic needs,” says ASTM member Raymond Tsui, Ph.D., a faculty associate in the School of Electrical, Computer and Energy Engineering at Arizona State University, a partner in the NACK Network.

E2996 provides a basic educational structure in the health and safety aspects of nanotechnology, describing the minimum knowledge base needed for an individual involved in nanomanufacturing or nanomaterials research. E2996 was developed through Subcommittee E56.03 on Environment, Health and Safety.  

E3001 establishes the basic structure for education in the characterization of nanoscale materials at the undergraduate level. E3001 was created through Subcommittee E56.02 on Physical and Chemical Characterization.

These two standards are flexible enough to be tailored to regional industry needs, while retaining a high degree of equivalency in educational depth and breadth across geographical boundaries. 

With support from the NACK Network, E56 plans to develop additional education standards, as well as an overarching standard that unites them. These standards will fall under the jurisdiction of the newly formed ASTM Subcommittee E56.07 on Education and Workforce Development. All interested parties are encouraged to join in the work of this new subcommittee.

To purchase standards, visit www.astm.org and search by the standard designation, or contact ASTM Customer Relations (tel +1.877.909.ASTM; sales@astm.org). ASTM welcomes participation in the development of its standards. Become a member at www.astm.org/JOIN.

For more news in this sector, visit www.astm.org/sn-metals.

ASTM Committee E56 on Nanotechnology Next Meeting: Nov. 16-17, 2015, November Committee Week, Tampa, Fla.
Media Inquiries: Nathan Osburn, tel +1.610.832.9603; nosburn@astm.org
Technical Contacts: (E2996) Robert Ehrmann, Pennsylvania State University, State College, Pa., tel +1.814.404.0127; rke2@psu.edu; (E3001) Raymond Tsui, Ph.D., Arizona State University, Tempe, Ariz., tel +1.480.206.4736; raymond.tsui@asu.edu 
ASTM Staff Contact: Kathleen McClung, tel +1.610.832.9717; kmcclung@astm.org



Fonte: ASTM

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Canadá propõe nova abordagem para regular nanomateriais


O governo canadense propôs uma nova abordagem com relação aos nanomateriais para apoiar cientificamente e tecnologicamente as decisões para avançar as regulamentações do Ato de Proteção Ambiental Canadense (Cepa, em inglês).
De acordo com um documento de consulta lançado pelo governo, a abordagem "passo a passo" consistem em três fases:
1)Estabelecimento de uma lista dos nanomateriais existentes no Canadá;
2) Priorização da ação sobre eles e;
3) Ação sobre as substâncias identificadas para trabalhos futuros.

A fim de criar uma lista atual dos nanomateriais em uso no país, os ministérios do Meio ambiente e da Saúde do Canadá usarão um levantamento obrigatório nos termos da legislação do Cepa; A lista será concebida em consulta com as principais partes interessadas para "garantir que o escopo e objetivos sejam apropriados e disponíveis", disse um representante do governo canadense. 

Além do levantamento das legislações, também serão abordados aspectos setoriais e a obtenção de informações preparadas pela indústria para outras jurisdições.

Veja o restante aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2015

USA TODAY: Nanotech companies trying to fight California's drought

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(Photo: Marco della Cava, USA TODAY)
NAPA, Calif. – Cakebread Cellars makes wine the old-fashioned way, employing experts to use their eyes, nose and palate to produce coveted Napa Valley nectar.
But at the root of such success is water, which in California is fast becoming as precious as a rareCabernet Sauvignon. That's why behind the scenes here, high-tech tools are helping this cutting-edge winery maximize water through yet another drought.
"Technology gives us a much clearer picture of what's going on with our water usage," says Toby Halkovich, Cakebread's director of vineyard operations, as he clips a handheld leaf porometer to a grape leaf to monitor its moisture content. "The more accurate our information, the less water we waste."
When California Gov. Jerry Brown on April 1 issued an unprecedented statewide mandate to cut water use 25% by December, he targeted commercial and residential properties because the state's $45 billion agriculture business was too vital to disrupt.
But agriculture gulps down 80% of annual water consumption, so it stands to reason that the biggest savings won't come from a ripped up residential lawns but rather, from reduced use of water by agriculture and large industrial operations.
A 'River Closed' sign is posted on the Truckee River
A 'River Closed' sign is posted on the Truckee River which has dried
up because of lack of water at Lake Tahoe, in the Sierra Nevada Mountains, Calif. 
(Photo: Michael Nelson, European Pressphoto Agency)
Technology is poised to assist on both fronts. From nanotech to biotech, a range of companies is leveraging scientific leaps to profit from the preservation of what is inarguably the planet's most precious resource.
Boston-based Cambrian Innovation has seen a spike in California inquiries for EcoVolt, a self-contained system that uses electrically active microbes to both purify wastewater and generate energy-producing methane gas. EcoVolt is aimed at food and beverage companies, and is in use by a few California wineries and breweries.
"Just like solar helps companies generate their own power, we're aiming to help them reuse their water plus make power," says Cambrian CEO Matthew Silver. EcoVolt has helped Lagunitas Brewery in the Bay Area cut its water footprint by 50% and reduce electricity usage by 16%, he says.
"To make a bottle of beer, you use seven bottles of water," says Silver. "Place a bioreactor filled with microbes on your site and you can see (financial) payback in less than three years."
Also operating on the micro level is Dais Analytic of Tampa, whose nanotech membranes are able to purify wastewater "not on a parts-per-million rate, but parts-per-billion," says CEO Tim Tangredi.
The company's patented polymer technology is able to transfer water from one side of a barrier to another on a molecular level. At present, the system is leveraged for reducing the carbon footprint of commercial air conditioning systems. But Dais is seeking partners in California to push its water purification system, which it claims is more cost-effective than the $1 billion desalination plant operating in Carlsbad, Calif.
"Anytime you need to generate more water you also need to use more energy and vice versa, and we're trying to break that cycle," says Tangredi. "California's drought is driven by a changing climate and population growth. They'll need more water, but we're saying they can reuse what they already have."
One of the biggest enemies of agricultural water use is evaporation, which is where Ambient Water comes in. The Spokane, Wash., company "harvests water from the atmosphere, turning vapor into liquid through a dehumidifier on steroids," explains CEO Keith White.
From the Model 2500 home version to the Ambient Water 20K, which is aimed at water-intensive oil and gas operations, the technology comes into play agriculturally with greenhouse-based vertical farming.
By enclosing and stacking crops many stories high, "you can have complete climate control and a closed-loop system where you use less water, fewer pesticides and get greater yields," says White. Ambient's device collects the moisture given off by such plants and returns it in liquid form to the growing cycle.
But for farmers who aren't about to overhaul their planting process, one way to instantly reduce water use is to simply know how much they're wasting.
HydroPoint Data Systems of Petaluma, Calif., makes smart water-management solutions that combine high-tech sensors and monitors with AT&T's cloud-based, machine-to-machine data transfer. By factoring in weather data, the system also can adjust watering routines.
"Most watering technology is stupid and doesn't react to the environment," says HydroPoint CEO Chris Spain, adding that his products can even factor in soil moisture levels. "We shouldn't be talking about a 25% reduction in water use, but rather a 95% elimination of wasted water."
HydroPoint clients include Walmart, Ford and California's Caltrans transportation network, and last year saved customers $145 million in water-related expenses, says Spain. He adds: "A four-letter word will help solve our water crisis - data."
Such talk fits right in among the technorati, but increasingly it's also the language spoken here at Cakebread Cellars.
Beyond the leaf moisture meter - which transfers data to company-issued iPad Minis – Cakebread's crops are monitored by underground probes that precisely measure water density and sap flow sensors that indicate which way water is coursing through a vine.
The winery even recently rebuilt its massive parking lot, swapping concrete, which funnels water away to drains, for porous pavers that return rainwater to the natural aquifers below the surface.
"We've put water meters on everything, from our crops to our landscaping," says Bruce Cakebread, who learned the wine trade from his father, company CEO Jack Cakebread, a photographer turned vintner who studied under Ansel Adams.
"At home, it's yellow water in the toilet, and at work it's all about maximizing what we've got through hard work and technology," says the scion. "We're only a small part of a big state, but there's a movement going on."


Fonte: USA TODAY

Cientistas abrem pequenas empresas investindo em nanotecnologia




FERNANDA PERRIN
DE SÃO PAULO


Um hidratante com o triplo do tempo de ação da média do segmento, que acelera o resultado sobre a pele do consumidor, é um dos itens do portfólio da Nanovetores, que encapsula princípios ativos para cosméticos.

Utilizando a nanotecnologia, a empresa de Florianópolis (SC) "reveste" substâncias para que elas tenham maior permeabilidade, duração e eficácia do que as que não são revestidas.

A ideia do negócio partiu de Ricardo Ramos, 42, após a mulher, Betina Ramos, 37, terminar um doutorado em nanotecnologia na França.

Com apenas três anos, a Nanovetores exporta para 19 países e, só nos primeiros quatro meses deste ano, faturou R$ 4 milhões -o dobro do ano passado inteiro.

A manipulação de nanopartículas (de um milionésimo de milímetro) tem inspirado cientistas a abrirem empresas para dar novas capacidades a materiais e produtos do dia a dia. Segundo o Sebrae, há cerca de cem negócios de pequeno porte atuando na área.

A CHEM4U, de Mauá (SP), incorpora nanotecnologia a produtos de outras empresas para dar a eles propriedades bactericidas e fungicidas.

Aplicada a uma embalagem alimentícia, por exemplo, a técnica permite a conservação por mais tempo. "O alimento [pode ficar] na prateleira ou no estoque sem ser contaminado", diz a engenheira química Leila Jansen, 56, que criou a empresa com o marido Ulisses Jansen, 56.

O plano é expandir para produtos hospitalares.

Assim como a maioria das pequenas empresas que atuam na área, a CHEM4U nasceu em uma incubadora de uma universidade.

Como exige mão de obra altamente especializada e equipamentos de pesquisa de preços altos, há estreita colaboração entre as empresas e o meio acadêmico.


FUTURO DE RISCOS

"É o próximo ciclo de desenvolvimento mundial", diz Leandro Berti, da ADNano, start-up catarinense que desenvolveu um fluído nanoestruturado para amortecedores que economiza combustível e aumenta a segurança.

O próximo passo de Berti é criar um amortecedor que potencialize a ação do fluido. Ele diz, porém, que está com dificuldade para conseguir investidores porque no Brasil "só se pensa em aplicativos para celular".
Leandro Berti, presidente-executivo da ADNano, que desenvolveu um fluido nanoestruturado
Leandro Berti, presidente-executivo da ADNano, que desenvolveu um fluido nanoestruturado
Célio Cabral, gerente de inovação e tecnologia do Sebrae, acredita que os investidores sejam cautelosos em razão do "risco tecnológico considerável" que essas empresas apresentam.

Diante da dificuldade de conseguir financiamento privado, ele recomenda aos empreendedores buscarem editais e fundos de fomento públicos, como da Finep.

Para José Martins, da Nanotimize, a falta de regulação é um outro problema de quem atua na área. A empresa de Itapira (SP) foi criada em 2008 com a proposta de aplicar nanotecnologia a produtos farmacêuticos, mas foi obrigada a mudar de rumo por falta de demanda -o primeiro projeto com nanotecnologia foi só em 2014.

"Como não há definição [de critérios regulatórios], as farmacêuticas ficam com incerteza se vale a pena fazer investimentos de maior porte", afirma Martins.

REGULAÇÃO

A manipulação de nanopartículas permite conferir novas características a materiais, como maior permeabilidade e precisão.

Por outro lado, elementos tão pequenos podem entrar na corrente sanguínea, causar inflamação celular e pesquisas já apontaram que alguns nanomateriais são potencialmente cancerígenos, de acordo com o professor Guilherme Lenz e Silva, da USP.

Uma das soluções apontadas para garantir a segurança dos produtos é a regulação da tecnologia, nos moldes do que foi feito com a lei de biossegurança.

Célio Cabral, gerente de inovação e tecnologia do Sebrae, defende que uma regulação também pode ajudar a tornar a área mais atrativa para investidores.

Para José Martins, da Nanotimize, que incorpora tecnologias a produtos farmacêuticos, a empresa foi prejudicada pela falta de regulação. Ele diz que as empresas temem investir em nanotecnologia porque não há critérios claros que balizem o que pode ou não ser feito.



"Como os nanomateriais são relativamente novos, não há um estudo sobre o efeito no organismo no longo prazo", diz o professor Lenz e Silva. Outro problema é como descartar os resíduos da produção.

Ainda assim, ele questiona a necessidade de uma regulação. Independentemente de incorporar nanotecnologia ou não, qualquer cosmético ou medicamento precisa ser registrado na Anvisa, o que garante a segurança, diz.

Maria Luisa Leal, diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, concorda com a lógica. Ela não se diz contra uma regulamentação, mas afirma que "quando a Anvisa registra um produto, ela garante que ele tem eficácia, qualidade e segurança".


Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 25 de maio de 2015

US Environmental Protection Agency (EPA) Conditionally Registers Nanosilver Pesticide Product


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On May 19, 2015, the U.S. Environmental Protection Agency (EPA) announced that it issued a conditional registration for a nanosilver-containing antimicrobial pesticide product named “NSPW-L30SS,” or “Nanosilva.”  

This is the second nanosilver registration issued by EPA and reflects the Agency’s growing expertise in addressing, processing, and approving nanopesticide registration applications.  

According to EPA, the product will be used as a non-food-contact preservative to protect plastics and textiles from odor- and stain-causing bacteria, fungi, mold, and mildew.  Items to be treated include household items, electronics, sports gear, hospital equipment, bathroom fixtures, and accessories. 

EPA based its decision “on its evaluation of the hazard of nanosilver after reviewing exposure data and other information on nanosilver from the applicant, as well as data from the scientific literature.”  EPA states that these data show that treated plastics and textiles release “exceedingly small amounts of silver.”  

Based on this evaluation, EPA “determined that NSPW-L30SS will not cause unreasonable adverse effects on people, including children, or the environment and that it would be beneficial because it will introduce less silver into the environment than competing products.”  EPA notes that it is requiring the company “to generate additional data to refine the Agency’s exposure estimates.”  

According to EPA, it will post a response to comments received on its 2013 proposed registration decision document, as well as the current decision document, in the rulemaking docket.


Fonte: Nanotech LawBC