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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tese de Doutorado: Nanociências, Nanotecnologia: uma visão desde seu nascimento até apresentação das temáticas à sociedade


Nanociências, nanotecnologia : uma visão desde seu nascimento até apresentação das temáticas à sociedade

Veja completo aqui

Autora: Magda Suzana Novo

Resumo
Esta tese, produzida no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde, na linha de pesquisa “Educação Científica: Produção Científica e Avaliação de Produtividade em Ciência”, objetivou a análise da trajetória das nanociências e da nanotecnologia desde suas origens até a apresentação dessas temáticas à sociedade, incluindo o papel da educação informal e formal. Foram objetivos específicos: levantar o momento histórico em que as nanociências e nanotecnologia surgem no campo científico e sua relação com as matérias divulgadas pelas revistas Veja e Scientific American; levantar e caracterizar a divulgação científica promovida pela educação informal, em especial por essas revistas; investigar e analisar o conhecimento que professores possuem sobre os temas nanociências e nanotecnologia. Inicialmente, a fim de conhecer aspectos históricos das nanociências e da nanotecnologia, foi levantado na Web of Science trabalhos que continham as palavras-chave Nanoscience e Nanotechnology. 

Nesse estudo foi realizado um recorte utilizando como critério as palavras-chave relacionadas à Biologia e à Saúde elencadas nas matérias, das revistas Veja e Scientific American, publicadas de junho de 2009 a junho de 2010. Para obter um padrão de relacionamento entre as palavras usadas na base de pesquisa, utilizou-se o programa Citespace, o qual mostra a relação entre os tópicos utilizados, bem como momentos de explosão e ruptura dos temas. A interpretação das tabelas e gráfico obtidos permitiu concluir que trabalhos sobre essa temática surgiram de forma significativa a partir da década de 80, embora explosões e rupturas sejam observadas após 1991. Ao ter o olhar voltado para as áreas biológicas e da saúde constatou-se que trabalhos referentes a essas aparecem após 2006, estando em sua maioria relacionados à nanomedicina

Há um aumento no número de trabalhos sobre nanotoxicologia a partir de 2007, o que pode ser considerado um fato natural devido a amplas pesquisas visando à aplicação nano em seres humanos. Num segundo momento da pesquisa, partindo das publicações científicas, passou-se a analisar a inserção da temática na educação informal. Considerando que as revistas, Veja e Scientific American, têm dentre seus objetivos levar novidades científicas para a sociedade, realizou-se um acompanhamento das matérias sobre nanociências e nanotecnologia divulgadas nessas mídias, no período de junho de 2009 a junho de 2011, com o objetivo de levantar e caracterizar a divulgação científica promovida pelas referidos artefatos culturais nessas áreas. No acompanhamento das reportagens foram consideradas as seguintes variáveis: número de artigos publicados, conteúdo da reportagem e área do conhecimento envolvida, fontes de informação utilizadas, benefícios e riscos da utilização da nanotecnologia. Os resultados obtidos demonstram que ambas as revistas, apesar de apresentarem somente o lado positivo da utilização da nanotecnologia, desempenham papel importante como meio de educação informal, uma vez que fazem a divulgação dos avanços científicos nesta área. Numa terceira etapa do estudo, realizou-se uma enquete com professores da educação básica participantes do curso de extensão on line, intitulado “Além do livro didático: nanociências, nanotecnologia e nanotoxicologia”, oferecido através da plataforma moodle da FURG. O corpus da pesquisa emergiu das respostas produzidas pelos docentes. Este artigo objetivou investigar e analisar o conhecimento que esses profissionais possuem sobre esses temas, bem como as fontes desses conhecimentos e com que finalidade buscam esse tipo de informação. Os resultados apontam que apesar de possuírem um conhecimento inicial, os conceitos são muitas vezes equivocados e /ou insuficientes e que o contato com o assunto ocorreu principalmente através de artefatos culturais

Finalmente, articulando os resultados alcançados ao longo do estudo, é possível defender a tese de que a divulgação informal de temas relacionados às nanociências e nanotecnologia, apesar de estar diretamente relacionada com as novidades científicas na área, não está dando conta, de forma apropriada, de disseminar esses conhecimentos para a sociedade, fazendo-se necessária a exploração dessas temáticas na educação formal. Para que isso aconteça é preciso promover a atualização docente nesse campo de estudo. Nesse sentido, para que a educação em ciências avance, aponta-se a necessidade de investir em cursos de formação continuada para professores no campo da nanociências. Aqui destaca-se a contribuição valiosa do Instituo Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanomateriais de Carbono (INTC-NC), o qual tem fomentado cursos de formação continuada, pois o sucesso da abordagem do tema na educação formal ocorrerá à medida que os professores tiverem seus saberes ampliados.

Fonte: ARGO-FURG

Curso à distância Gratuito: Nanociências, Nanotecnologia e Nanotoxicologia




INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Curso de Extensão Universitária Modalidade à Distancia
Gratuito
INFORMAÇÃO
O curso será ministrado em forma de módulos, inteiramente on-line, na plataforma Moodle.

Duração: Modalidade Básica de 20 horas e Modalidade Avançada de 80 horas.
Serão comuns a ambas as modalidades todos os módulos e os questionários correspondentes a cada um deles.

Avaliação: Será realizado um seguimento da participação nos fóruns. Será obrigatória para ambas as modalidades a aprovação de 7 dos 8 questionários. Para a Modalidade Avançada, além da participação e aprovação dos questionários, os participantes que optem por esta modalidade deverão realizar um trabalho a combinar com o responsável de um dos módulos oferecidos.

Certificação: A certificação vai ser realizada através de certificados emitidos pela Universidade Federal do Rio Grande e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanomateriais de Carbono.

Período do curso: Modalidade básica: 16 de setembro - 11 de outubro de 2013.
Modalidade Avançada: 16 de setembro - 11 de novembro de 2013

Inscrição: 19 de Agosto - 6 de setembro.
Por favor, ingressar no seguinte link para completar a ficha de inscrição
FICHA DE INSCRIÇÃO CURSO 2do SEMESTRE 2013
Ou no seguinte endereço:
https://docs.google.com/forms/d/1LJ9Xfuy2ok4qm4COp8X-dTQY00ahAx26tsY3W8nbzxk/viewform#start=invite
Contato: Profa. Dra. Laura Geracitano (cursonano.inct@gmail.com)

VANTAGENS
FLEXIBILIDADE DE HORÁRIOS
Cada aluno pode realizar seu próprio horário.
Material do curso disponível 24 hs, 7 dias por semana para realizar download.
Contato com pesquisadores integrantes do INCT em Nanomateriais de Carbono.

GRATUITO



CONTEÚDO:
Introdução ás Nanociências (Dr. Cristiano Fantini)
Nanotecnologia (Dr. Cristiano Fantini)
Nanomateriais (Dra. Honoria Fátima Gorgulho)
Medicina e Nanociências (Dr. William Waissmann)
Nanoprodutos e Nanoconsumidores (Dra. Magda Suzana Novo)
Nanotoxicologia (Dr. José María Monserrat e Dra. Juliane Ventura-Lima)
Direito e Nanotecnologia (Dr. Airton Berger Filho e Dr. Anderson Cavalcante Lobato)
Nanofuturo (Dr. José Francisco de Sampaio)


Fonte: INCT

Estudo de Viabilidade de Insumos Nanométricos para Embalagens Plásticas

Study the use of nanoparticles in food

By Andy Behar

STORY HIGHLIGHTS

  • Andy Behar: Some foods contain tiny, engineered particles called nanomaterials
  • Behar: Nanoparticles might pose health risks, since they have adversely affected mice
  • He says not enough studies have adequately demonstrated the safety of nanoparticles
  • Behar: With an emerging technology such as this, companies have to be careful
Editor's note: Andy Behar is the chief executive of As You Sow, a nonprofit organization that promotes corporate accountability.

(CNN) -- Some foods sold in supermarkets across America contain tiny, engineered particles called nanomaterials. Our organization decided to test doughnuts after learning that the titanium dioxide used as a coloring in the powdered sugar coating likely contained nano-sized particles.



The tests, conducted by an independent laboratory, found that both Dunkin' Donuts Powdered Cake Donuts and Hostess Donettes did indeed contain titanium dioxide nanoparticles. In response, a spokeswoman for Dunkin Donuts said the company was looking into the matter.




You must be wondering: What are nanomaterials? They are microscopic in size. "If a nanoparticle were the size of a football, a red blood cell would be the size of the field." Nanoparticles have been heralded as having the potential to revolutionize the food industry -- from enabling the production of creamy liquids that contain no fat, to enhancing flavors, improving supplement delivery, providing brighter colors, keeping food fresh longer, or indicating when it spoils.






But there are a few problems.

One is that no one knows how many and which food products have them. Companies are not being forthcoming about whether they are using nanoparticles. To further complicate the issue, some companies may not even be aware that they are selling products containing them.

Many companies are reluctant or uninterested in discussing the issue, and concrete information has been difficult to obtain. The majority of food companies are not responsive in providing information about their specific uses, plans and policies toward nanoparticles. There is also no law in the United States that requires disclosure. In contrast, companies in the European Union are required to label foods containing nanoparticles.

The bigger issue with nanoparticles is that they might pose health risks, as they have been found to in tests on mice.

There are not nearly enough studies that can adequately demonstrate the safety of nanoparticles in food additives or packaging. Scientists are still investigating how the broad range of nanoparticles, with their myriad potential uses, would react in the body.

When ingested, nano-sized particles can pass into the blood and lymph, where they circulate through the body and reach in potentially sensitive sites such as bone marrow, lymph nodes, the spleen, the brain, the liver and the heart.

Our knowledge about how nanomaterial food additives react in the body and their health impact is still in its infancy. While efforts are under way to understand them better, much deeper scientific inquiry should occur before nanoparticles are sold in food and food-related products.

More companies and consumers need to be aware of the use of engineered nanomaterials in foods and the potential unknown risks of this technology. More food products like M&M's and Pop-Tarts should be tested as recent studies have identified them as likely to contain nanomaterials as well.

Fortunately, a few companies have become willing to take a public position on nanoparticles.



McDonald stated that it "does not currently support the use by suppliers of nano-engineered materials in the production of any of our food, packaging, and toys." Similarly, Kraft Foods said that it was not using nanotechnology.



Some of the largest food companies in the world, including YUM! Brands, PepsiCo, and Whole Foods, need to know more about nanomaterials and check with their supplies to see if they are using them.

Americans are becoming increasingly interested in what is in the food they're eating. No longer content with label information on daily allowances of vitamins and minerals, U.S. consumers are following the lead of their counterparts in many other countries by demanding more disclosure about where and how their food is grown and whether it is safe.

Even though communicating risks to consumers can be challenging, the public's perception of safety will be paramount in determining the acceptance of nanomaterials. This is especially true for an emerging food-products technology the safety of which even the FDA has acknowledged a lack of understanding.


Fonte: CNN

Nanoparticles-YUMMY


Nanoparticles can be in our food, but are they safe?


Amy Zuroweste | amzyt3@mail.missouri.edu

Nanoparticles created by Northwestern University. Courtesy McCormick School of Engineering, Northwestern University, Evanston, Ill.
Nanoparticles created
by Northwestern University.
Courtesy McCormick School
of Engineering,
Northwestern University,
Evanston, Ill.
We don’t know if nanoparticles are yummy. Neither do we know if they are safe to eat.
Researchers at the University of Missouri are investigating the toxicity of nanoparticles on our bodies and a detection method to be able to identify nanoparticles in our food.
The research is coordinated byMengshi Lin and Azlin Mustapha, associate professors of food scienceat the College of Agriculture, Food and Natural Resources.  The project is funded with a grant from the United States Department of Agriculture.
“There are more than 1,000 products on the market containing nanoparticles,” Lin said. “This is a concern because we do not know the toxicity of the nanoparticles. Our goal is to detect and identify these nanoparticles in food and food products as soon as possible.”
A nanoparticle is millions of times smaller than a strand of human hair or the period at the end of this sentence. Nanoparticles are defined as the smallest unit that can still behave as a whole entity in terms of properties and transport, according to nanogloss.com. Because they are so small, nanoparticles can go places in the body other particles can’t.
Nano Doughnuts?
Nanoparticles are increasingly turning up in foods. CNN decided to test doughnuts from a popular chain after learning that the titanium dioxide used as a coloring in the powdered sugar coating likely contained nano-sized particles. The confections did contain the particles.
Azlin Mustapha, associate professor of food science.
Azlin Mustapha, associate
professors of food science.
Nanoparticles are thought to have the potential to revolutionize the food industry – from enabling the production of creamy liquids that contain no fat, to enhancing flavors, improving supplement delivery, providing brighter colors, keeping food fresh longer, or indicating when it spoils.
Not Just Food – Packaging, Too
Mengshi Lin, assistant professor of Food Science.
Mengshi Lin, assistant
professor of Food Science
.
The main focus of the MU research is the toxicity of nanoparticles when ingested. If used in food packaging, like plastic containers and wrapping, Mustapha asks, do the nanoparticles release into the food in the microwave? Do nanoparticles escape from packaging into your food? If so, what are the effects on intestinal cells?
It is believed that when ingested, nanoparticles pass into the blood and lymph system, where they circulate through the body and reach potentially sensitive sites such as bone marrow, lymph nodes, the spleen, the brain, the liver and the heart.
Lin’s main focus is to develop a way to detect nanoparticles in foods and food packaging. Zhong Zhang, a food science graduate student, is researching a way to track and detect silver nanoparticle contamination on pears and recently published his results in the Journal of Agricultural and Food Chemistry.
Graduate student Ami Yoo in the lab.
Graduate student Ami Yoo.
In fall 2011, two master’s students started work on new research projects. Ami Yoo is focusing on effects of zinc oxide and silver nanoparticles on natural human intestinal bacterial cells and Xiaomo Mao is studying the toxicity of the same nanoparticles on cells lining the human intestines.

New Tests for Determining Health and Environmental Effects of Nanomaterials

A group of international experts from government, industry and academia have concluded that alternative testing strategies (ATSs) that don't rely on animals will be needed to cope with the wave of new nanomaterials emerging from the boom in nanoscience and nanotechnology. Their consensus statement from a workshop on the topic appears in the journal ACS Nano.

Abstract Image

Andre Nel and colleagues explain that many new engineered nanomaterials (ENMs) are appearing in laboratories, factories and consumer products as a result of advances in nanoscience and nanotechnology. These fields involve materials so small that hundreds would fit inside the period at the end of this sentence, and they have properties much different from larger particles of the same material. Tests on laboratory mice, rats and other animals have been the standard way of checking new materials for health and environmental effects. Since those tests are costly, labor-intensive and time-consuming, workshop participants considered whether ATSs could have a larger role in checking the safety of ENMs.

They concluded that rapid cellular screening, computer modeling and other ATSs could serve as quick, cost-effective and reliable approaches for gathering certain types of information about the health and environmental effects of ENMs. "After lively discussions, a short list of generally shared viewpoints on this topic was generated, including a general view that ATS approaches for ENMs can significantly benefit chemical safety analysis," they say.

Toxic Nanoparticles Might Be Entering Human Food Supply


Graduate student Zhong Zhang applies silver nanoparticles to a piece of fruit. In a recent study, University of Missouri researchers found that these particles could pose a potential health risk to humans and the environment. (Credit: University of Missouri)

Over the last few years, the use of nanomaterials for water treatment, food packaging, pesticides, cosmetics and other industries has increased. For example, farmers have used silver nanoparticles as a pesticide because of their capability to suppress the growth of harmful organisms. However, a growing concern is that these particles could pose a potential health risk to humans and the environment. In a new study, researchers at the University of Missouri have developed a reliable method for detecting silver nanoparticles in fresh produce and other food products.

"More than 1,000 products on the market are nanotechnology-based products," said Mengshi Lin, associate professor of food science in the MU College of Agriculture, Food and Natural Resources. "This is a concern because we do not know the toxicity of the nanoparticles. Our goal is to detect, identify and quantify these nanoparticles in food and food products and study their toxicity as soon as possible."

Lin and his colleagues, including MU scientists Azlin Mustapha and Bongkosh Vardhanabhuti, studied the residue and penetration of silver nanoparticles on pear skin. First, the scientists immersed the pears in a silver nanoparticle solution similar to pesticide application. The pears were then washed and rinsed repeatedly. Results showed that four days after the treatment and rinsing, silver nanoparticles were still attached to the skin, and the smaller particles were able to penetrate the skin and reach the pear pulp.

"The penetration of silver nanoparticles is dangerous to consumers because they have the ability to relocate in the human body after digestion," Lin said. "Therefore, smaller nanoparticles may be more harmful to consumers than larger counterparts."

When ingested, nanoparticles pass into the blood and lymph system, circulate through the body and reach potentially sensitive sites such as the spleen, brain, liver and heart.

The growing trend to use other types of nanoparticles has revolutionized the food industry by enhancing flavors, improving supplement delivery, keeping food fresh longer and brightening the colors of food. However, researchers worry that the use of silver nanoparticles could harm the human body.

"This study provides a promising approach for detecting the contamination of silver nanoparticles in food crops or other agricultural products," Lin said.

Members of Lin's research team also included Zhong Zang, a food science graduate student. The study was published in theJournal of Agricultural and Food Chemistry.


Brazil rejects labelling bill over nanotechnology worries _

The Brazilian government has rejected a proposal to regulate labelling of cosmetics, food and pharmaceuticals, because provisions relating to nanomaterials were considered insufficient.
The Commission for the Environment, Consumer Protection and Surveillance and Control (CMA) and the Commission on Social Affairs (CAS) reviewed the bill, PLS131/2010, and concluded it did not require sufficient information on the safety of nanotechnologies used in production processes. This would lead to regulatory bodies being unable to make informed decisions on the possible risks to consumers, they said.
An alternative bill, proposed in March 2013, is still pending a hearing before the Senate. The bill, PL5133/2013, proposes that products carry a label showing they have been produced by a nanotechnology process or contain nano ingredients, as well as a symbol which has yet to be defined. 








Fonte: ChemicalWatch
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Ressalva: lembrando que a fonte primaz desta informação acima, são os dois estudos que realizei neste mês sobre o tema e que você pode encontrar abaixo:

Brazil Rejects Labelling Bill over Nanotechnology Worries

Source: ChemicalWatch 

Author(s): n/a

The government of Brazil recently rejected a proposal that would regulate the labeling of cosmetics, food and pharmaceuticals, as the provisions related to nanomaterials were deemed insufficient. The Commission for the Environment, Consumer Protection and Surveillance and Control (CMA) and the Commission on Social Affairs (CAS) both of which reviewed the bill, concluded it did not require sufficient information on the safety of nanotechnologies used in production processes. The commissions said this lack of information would lead to regulatory bodies being unable to make informed decisions on the possible risks to consumers. An alternative bill, which is still pending in a hearing before the Senate, would require that products carry a label showing they have been produced by a nanotechnology process or contain nano-size ingredients.

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Ressalva: lembrando que a fonte primaz desta informação acima, são os dois estudos que realizei neste mês sobre o tema e que você pode encontrar abaixo:

Nanomaterial contra superbactérias

Material feito de nanopartículas de tungstato de prata mostrou grande eficácia no combate a um dos microrganismos super-resistentes mais disseminados no mundo e responsável por grande parte das infecções hospitalares.

Por: Vitor Ribeiro

Nanomaterial contra superbactérias
O tungstato de prata foi capaz de eliminar bactérias ‘Staphylococcus aureus’ resistentes à meticilina, uma das principais causas de infecções hospitalares. (imagem: NIAID/ NIH)
Um material minúsculo pode ser o mais novo aliado no combate à proliferação de superbactérias, responsáveis por um número cada vez maior de infecções e mortes em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) comprovaram a ação bactericida de nanopartículas de tungstato de prata em testes com a bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM), uma das mais disseminadas, tanto no ambiente hospitalar quanto fora dele.
As bactérias super-resistentes, que surgiram, em parte, devido ao uso indiscriminado de antibióticos ao longo do tempo, tornaram-se um grave problema de saúde pública. Segundo o dentista Carlos Eduardo Vergani, da Faculdade de Odontologia da Unesp-Araraquara, o fato de esses microrganismos serem muito tolerantes aos remédios torna as infecções por eles causadas mais agressivas ao ser humano.
As superbactérias podem formar colônias protegidas por uma camada extracelular composta de polímeros, o que as torna extremamente resistentes e dificulta a ação dos antibióticos
Além disso, as superbactérias podem formar colônias organizadas, chamadas biofilmes, sobre diferentes superfícies úmidas (embalagens, próteses, dentes etc.). Essas colônias são envolvidas e protegidas por uma camada extracelular composta de polímeros, o que as torna extremamente resistentes e dificulta a ação dos antibióticos. Por isso, os biofilmes são, muitas vezes, responsáveis por infecções hospitalares.
Como essas bactérias são muito resistentes, é um grande desafio desenvolver novas estratégias para o seu controle”, destaca Vergani, que também é coordenador de saúde do Centro para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), órgão que reúne cientistas de diferentes instituições e onde o tungstato de prata está sendo estudado.

Eficácia aumentada

O tungstato de prata é um material desenvolvido recentemente por outro grupo de pesquisadores do CDMF. Eles usaram microscópios eletrônicos para irradiar elétrons sobre nanopartículas de tungstato (composto formado por óxido de prata e tungstênio), o que levou ao surgimento de filamentos de prata na superfície do material. O processo de elaboração do composto foi descrito em artigo publicado em abril deste ano na revista Scientific Reports.
Tungstato de prata
Crescimento de filamento de prata metálica (indicado pela seta azul) em um composto formado por óxido de prata e tungstênio (chamado de tungstato) a partir de uma nova rota de síntese do material. (imagem: Longo, E. et al / Scientific Reports)
Segundo Vergani, o crescimento de filamentos de prata no tungstato potencializou a já conhecida capacidade do material de combater a proliferação de bactérias. Isso aconteceu porque os filamentos de prata são altamente reativos em meio úmido – onde podem se formar colônias de superbactérias – e produzem radicais livres, que combatem os microrganismos. “Os radicais livres reagem com as diferentes moléculas presentes no biofilme, provocando uma alteração no metabolismo de sua membrana, o que causa a morte das bactérias”, explica.
O nanomaterial irradiado é bem mais eficaz que o tungstato de prata por si só no combate a SARM
Testes com SARM mostraram que o nanomaterial irradiado é bem mais eficaz que o tungstato de prata por si só. “Conseguimos reduzir em quatro vezes a quantidade da substância necessária para eliminar esses microrganismos”, conta o pesquisador. Os resultados do estudo estão em processo de publicação e a equipe ainda vai testar o novo material em outras bactérias super-resistentes.
Os pesquisadores pretendem usar as nanopartículas de tungstato de prata irradiado na produção de medicamentos e materiais onde é possível a formação de biofilmes de superbactérias. “Um dos objetivos da pesquisa é introduzir o tungstato de prata na composição de alguns objetos, como lentes de contato, implantes dentários e próteses ortopédicas, para torná-los mais resistentes à atividade microbiana”, completa Vergani.



Com a nanotecnologia, produtor tem equipamento de baixo custo para irrigação

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

São Carlos (SP) – Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros responderá perguntas recorrentes de produtores rurais sobre quando irrigar e o volume de água a ser utilizada. Os estudos ajudarão o consumidor a controlar o uso dos recursos hídricos em tempo de escassez.
O sensor batizado por tensiômetro de diedro mede a força com que a água é retida no solo e indica o momento certo da irrigação. O equipamento não requer manutenção de funcionamento e poder ser utilizado no campo, em laboratório e em jardinagem.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Adonai Calbo, responsável pela criação do sensor, ao irrigar as plantas de forma adequada o produtor rural pode ter uma economia de até 40% no consumo.
Cada tipo de planta exige uma quantidade de água. Atualmente, o produtor vai muito pelo instinto, mas água em excesso pode levar à falta de oxigênio na raiz da planta e ainda causar doenças. Quando é irrigado em menor quantidade, a água pode ficar retida fortemente no solo, inibir o crescimento e reduzir a produtividade”, diz Calbo.
O equipamento também tem uso doméstico ao medir a necessidade de água em vasos de plantas. Dessa forma, o tensiômetro impedirá o excesso de irrigação, evitando que ocorra no ambiente a proliferação de mosquitos da dengue.
O sensor já foi patenteado e despertou o interesse da indústria agrícola. O produto está em fase de desenvolvimento para ser comercializado até o final do ano. Segundo o empresário Luis Fernando Porto, parceiro nesta tecnologia com a Embrapa, o equipamento será vendido por até R$ 15.
“A empresa licenciou a patente por ser um produto que não existe no mercado brasileiro nem no [mercado] mundial. É uma inovação tecnológica. O produto não precisa de pilha, só colocar em cima do solo que terá a leitura do quanto a água está retida no solo. O produtor utilizando esse sensor vai saber exatamente qual o momento de irrigar, quando aquele solo está precisando de água”, explicou Luis Fernando.
Uma empresa internacional também tem contrato de transferência de patente do sensor. A vantagem do controle de irrigação independe do clima da região em que será utilizado. Ele regula tanto o excesso, em tempos de chuva, quanto a falta, em época de estiagem. “É uma ferramenta de baixo custo e pode entrar na cultura do agricultor que não tem o hábito de controlar a quantidade de água na irrigação”, ressaltou o empresário. Segundo ele, o equipamento é adequado de acordo com o tipo de solo e da planta cultivada.
Edição: Marcos Chagas