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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Fazedores de Chuva e Nano-Geoengenharia

Por: André Luiz Aguiar*

Recentemente assisti ao programa Matéria de Capa da TV Cultura que tinha como título: Fazedores de Chuva

 Apresenta-se a seguinte descrição. Veja aqui o vídeo:
"Matéria de Capa - Fazedores de Chuva : Os “fazedores de chuva” garantem que é possível alterar o clima. Mais do que fazer chover, eles pretendem mudá-las de lugar e até mesmo interferir no curso dos furacões. Atualmente, 37 países desenvolvem cerca de 150 projetos para mudar o clima. A China é um dos mais empenhados. O governo chinês mobilizou 40 mil pessoas, entre meteorologistas, físicos, químicos e outros especialistas para trabalhar nessa frente.Com as chuvas artificiais, o país espera reduzir de forma drástica os prejuízos causados pelas secas na agricultura. No Brasil, há uma empresa que também atua nesse setor e garante ter alcançado resultados animadores em regiões do nordeste, especialmente na Bahia. Também nos Estados Unidos, apesar de o governo federal estar proibido pelo Congresso de tentar interferir no clima, os estados continuam a desenvolver seus projetos para fazer chover. Entre os especialistas ouvidos pelo Matéria de Capa estão Ricardo Augusto Felício, mestre em Meteorologia pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), doutor em Geografia pela USP e professor de Climatologia da USP; Clezio Marcos de Nardin, doutor em Geofísica Espacial e pesquisador do Inpe; e Takeshi Imai, inventor e diretor de uma empresa que desenvolve projetos de chuvas artificiais."

Esta matéria me fez refletir sobre algo que tem ocorrido nos céus do mundo todo: geoengenharia para mudança do clima, poeiras inteligentes, drones (aviões não tripulados), nanopartículas. 

O que faço são perguntas, conjeturas, reflexões, as quais são necessárias para esse desmesurado avanço das Nanotecnologias e demais "avanços revolucionários", cujo presente desenvolvimento tecnológico nos apresenta.

Conforme o vídeo, há sim a possibilidade de se alterar o clima por meio da ação humana engenhada -- geoengenharia -- e que isso é buscado com afinco pela China e por outras tantas nações. Tudo com intuito de comandar o clima e "jogar para fora de sua casa" os problemas advindos com a mudança climática. 

Se há realmente o famigerado aquecimento global eu não sei. Há muitas divergências no meio acadêmico. O próprio entrevistado da TV Cultura, professor Ricardo Augusto Felício, já tem asseverado que tal problematização do aquecimento global é um engodo e "história pra boi dormir ". 

Além do mais, os experts do clima estão mudando de lado sobre os verdadeiros efeitos do clima. É o caso de cientista britânico James Loveloc -- criador da da hipótese de Gaia e que afirmava sobre a força do aquecimento global e que embasara muitos ambientalistas -- o qual, recentemente, dissera que não sabíamos mais o que o clima estava fazendo. 

Outro que titubeou, é o estadunidense Richard Muller , conhecido como um "cético do clima", e que mudou de ideia e recentemente afirmou que os gases causadores de efeito estufa (GEE) são responsáveis pelo aquecimento global. 

Perante tudo isso não serei impertinente em afirmar isso ou aquilo, sobretudo com tais mudanças de teorias e hipóteses dos "cientistas do clima". Mas que há uma corrida para que o clima seja favorável para este ou aquele país isto há. E a matéria é assertiva em afirmar isso. São cerca de 37 países nessa batalha do clima. 

Pensando nisso, algumas questões me ocorreram. Talvez essas ponderações nunca venham a ocorrer no campo dos fatos, todavia, convém suscitá-las. 

Como não há direito de propriedade sobre esses locais, seria inimaginável uma guerra por meio da estratosfera, mesosfera, ionosfera, enfim, pelos céus? 

Existe direito líquido e certo para se mudar as estações de chuva para certos locais, ou mesmo os furacões? Há limites jurídicos para isto? 

Alguma geoengenharia que tenha por meta alterar o clima em certa região de uma nação e que, por efeito colateral, acabe ocasionando problemas e danos a outros países, seriam passíveis de ressarcimentos impetrados por uma corte de justiça? 

Quem seriam os julgadores e tribunais legitimados? 

Se uma empresa utilizar seus produtos nos céus e obtiver resultados (como chuva onde se precisa ou mesmo paralisação onde se requer) pode reivindicar direitos de propriedade sobre aquela região? 

Passando das questões jurídicas, inquiro outras coisas possíveis.

O Projeto HAARP estaria impossibilitado de iniciar uma guerra geofísica, onde nanopartículas seriam as espiãs ou mesmo as armas de ataque?

Os drones (avões não tripulados) poderiam carregar nanopartículas que fossem capazes de mirar alvos fora de seu território "produtor" para "eliminar o inimigo" (como vem ocorrendo por meio dos USA nas fronteiras do Paquistão)? 

Obs: vale ressaltar que nanopartículas não são incomuns e que já se libera iodeto de prata por meio desses fazedores de chuva, portanto, nanopartículas de prata não seriam uma inovação para os fabricantes de chuvas!

Há impossibilidade de que a doença ou síndrome de Morgellons seja desencadeada por meio dessa geoengenharia que deposita nos céus nanopartículas e que ocasiona essa doença em seres humanos? Quais as intenções de tais epidemias ou pandemias?

A manipulação deliberada, de larga escala, do ambiente do planeta (geoengenharia) apenas para cessar o aquecimento global é o caminho? Não se abririam portas para interesses escusos? Essas e outras perguntas ficam no ar; ou melhor, nos céus.

Este era meu intuito com tal post: refletir quanto ao vídeo e sobre temas paralelos. Talvez nada disso ocorra, mas nos cabe pensar e utilizar principalmente a precaução.

* André Luiz Aguiar: advogado formado pela 
Pontifícia Universidade Católica do Paraná 
(PUC-PR), pesquisador e consultor
em Nanotecnologias e regulamentação.


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